sexta-feira, 8 de maio de 2015

.

Vencendo as Dificuldades


Meu maior defeito, nos tranquilos dias da infância, consistia em desanimar com demasiada facilidade quando uma tarefa qualquer me parecia difícil. Eu podia ser tudo, menos um menino persistente.

Foi quando, numa noite, meu pai entregou-me uma tabuazinha de pequena espessura e um canivete, e me pediu que, com este, riscasse uma linha a toda largura da tábua. Obedecí a suas instruções, e, em seguida, tábua e canivete foram trancados na escrivaninha de papai.

A mesma coisa foi repetida todas as noites seguintes; ao fim de uma semana eu não agüentava mais de curiosidade.
A história continuava. Toda noite eu tinha que riscar com o canivete, uma vez, pelo sulco que se aprofundava.
Chegou afinal um dia em que não havia mais mais sulco. Meu último e leve esforço cortara a tábua em duas. Papai olhou longamente para mim, e depois disse:

– Você nunca acreditaria que isto fosse possível, com tão pouco esforço, não é verdade? Pois o êxito ou fracasso de sua vida não depende tanto de quanta força você põe numa tentativa, mas da persistência no que faz.

Foi essa uma lição-de-coisas impossivel de esquecer, e que mesmo um garoto de dez anos podia aproveitar.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A ùltima corda


Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não pára.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

Seu nome e sua fama atravessam o tempo. Não apenas como um violinista genial, mas como símbolo do profissional que continua, mesmo diante do aparentemente impossível.

segunda-feira, 4 de maio de 2015


O Office boy


Um homem desempregado se candidata para o cargo de “office boy” de uma grande empresa. O gerente de RH ao entrevistá-lo, pede um teste: limpar o chão. Ao final disse: “você está contratado, me dê o seu endereço de e-mail e eu lhe enviarei o aplicativo para preenchimento e avisarei quando você vai começar”. O homem respondeu: “Eu não tenho um computador, nem um e-mail”.

Lamento muito, disse o gerente de RH, se você não tem um email, significa que você não existe. Já que não existe, não pode ter o trabalho. O homem saiu sem esperança. Ele não sabia o que fazer, com apenas 10 dólares no bolso.

Ele então decidiu ir ao supermercado e comprar uma caixa de tomate de dez quilos. Ele então vendeu os tomates de porta em porta. Em menos de duas horas, tinha conseguido duplicar seu capital. Ele repetiu a operação três vezes, e voltou para casa com 60 dólares. O homem percebeu que ele podia sobreviver dessa maneira, e começou a ir todos os dias cedo e voltar tarde. Assim, o dinheiro duplica ou triplica a cada dia. Pouco tempo depois, ele comprou um carro, em seguida, um caminhão, e então ele teve a sua própria frota de veículos de entrega.

Cinco anos depois, o homem já é um dos maiores distribuidores de alimentos dos E.U.A. Nessa época ele começou a planejar o futuro de sua família, e decidiu fazer um seguro de vida.

Chamou um corretor de seguros, e escolheu um plano de proteção. Quando a conversa acabava, o corretor lhe pede o e-mail. O homem respondeu: “Eu não tenho um e-mail”. O corretor disse curiosamente: “você não tem um e-mail, e ainda assim conseguiu construir um império. Você imagina o que poderia ter sido se você tivesse um e-mail?”

O homem pensou um pouco e respondeu: office-boy!